Reprodução/Instagram - @australianreptilepark A causa exata dessa anomalia permanece um mistério, mas os pesquisadores sugerem que pode esta...
Reprodução/Instagram - @australianreptilepark
A causa exata dessa anomalia permanece um mistério, mas os pesquisadores sugerem que pode estar relacionada ao processo natural de substituição de presas
Víboras-da-morte são conhecidas por seu ataque extremamente rápido, podendo morder e injetar veneno em menos de 0,15 segundos
Uma cobra-da-morte (Acanthophis antarcticus) foi encontrada com uma anomalia nunca antes registrada: três presas venenosas em vez das duas habituais. A descoberta foi feita por pesquisadores do Australian Reptile Park, que acreditam que a mutação pode tornar o animal ainda mais letal.A anomalia foi observada em uma serpente que participa do programa de extração de veneno do parque há sete anos, mas o detalhe passou despercebido até então. A presa extra, localizada no lado esquerdo da boca, é totalmente funcional e capaz de produzir veneno.
Com uma liberação potencialmente maior de toxinas por ataque, a cobra pode ser uma das mais perigosas do mundo, conforme explicou Billy Collett, gerente do parque, ao portal Live Science.
As víboras-da-morte são conhecidas por seu ataque extremamente rápido, podendo morder e injetar veneno em menos de 0,15 segundos.
Suas toxinas podem causar paralisia e levar à morte. Antes do desenvolvimento do soro antiofídico, aproximadamente 50% das picadas eram fatais.
Os cientistas acreditam que a terceira presa pode ter se desenvolvido devido a uma mutação genética nunca antes registrada. Segundo os especialistas, a condição faz com que a cobra produza o dobro da quantidade normal de veneno, embora ainda não esteja claro se isso ocorre exclusivamente por conta da presa extra ou se é uma característica específica desse indivíduo.
“É comum que essas cobras substituam suas presas a cada poucos meses. No entanto, ainda não sabemos exatamente por que essa terceira presa se desenvolveu, e, no momento, não temos os recursos necessários para realizar testes mais detalhados”, afirmou o porta-voz do parque ao Live Science.
A causa exata dessa anomalia permanece um mistério, mas os pesquisadores sugerem que pode estar relacionada ao processo natural de substituição de presas.
Assim como os humanos trocam dentes ao longo da vida, as víboras-da-morte possuem presas reservas que crescem atrás das ativas e se deslocam para frente quando uma delas é perdida. O caso segue sendo estudado pelos cientistas do parque australiano.
Internacional|Do R7